Em nove meses, unidades do Caic TEA realizaram mais de 70 mil sessões terapêuticas em Manaus

Desde a inauguração do primeiro Centro de Atenção Integral à Criança (Caic), entregue pelo Governo do Amazonas, com foco no atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) da rede pública estadual, em julho de 2025, até abril de 2026, as unidades já realizaram 72.049 sessões terapêuticas na capital amazonense.  

Atualmente, Manaus conta com três unidades do Caic TEA, gerenciadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), sendo uma no Jorge Teixeira, na zona leste, uma no bairro Cidade Nova, na zona norte, e outra no bairro Parque 10, zona centro-sul da capital, sendo esta inaugurada em março deste ano, beneficiando crianças até os 11 anos de idade.

Além das três unidades do Caic TEA, o Governo do Amazonas implementou também o Centro de Atenção Integral à Juventude TEA, que atende jovens de 12 a 18 anos, inaugurado pelo governador Roberto Cidade em abril deste ano, reforçando o compromisso do governo com o avanço e a ampliação do serviço no sistema público de saúde. 

FOTOS: Arquivo/Secom

Mãe do pequeno Abraão, de quatro anos, Jhessy Albuquerque afirma que as terapias contribuíram para mudanças importantes no comportamento e na autonomia do filho. “Ele era uma criança muito fechada. Com as terapias, passou a se desenvolver com mais independência. Nós, mães, também recebemos orientação para dar continuidade ao trabalho em casa. Eu não teria condições de custear essas terapias, e o atendimento gratuito possibilita que meu filho tenha mais autonomia e conviva melhor em sociedade”, relatou.  

O atendimento nessas unidades é realizado com terapias contínuas e individualizadas, voltadas ao desenvolvimento da autonomia, comunicação e socialização de crianças com TEA. O serviço conta com equipe multiprofissional, formada por psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicopedagogo, psicomotricista, nutricionista, assistente social e médico.  

A secretária de Saúde do Amazonas, Nayara Maksoud, explica que o serviço beneficia não apenas a criança atendida, mas a família inteira.  “Trabalhamos com uma rede que reúne diversos profissionais, com um olhar voltado não apenas ao tratamento medicamentoso, mas ao desenvolvimento integral da criança, respeitando as necessidades individuais de cada paciente, incluindo também orientação para a família”, explicou a secretária.

FOTOS: Arquivo/Secom

As unidades contam com consultórios e espaços voltados à estimulação, projetados para proporcionar experiências com diferentes texturas e elementos naturais. 

Para ter acesso aos atendimentos é necessário que a criança tenha laudo médico que confirme o diagnóstico de TEA, ter até 11 anos de idade e passar por avaliação prévia nos Caics Edson Melo, localizado no bairro Zumbi ll, ou José Carlos Mestrinho, localizado no bairro Alvorada 2. 

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